MOSQUITOS -ORDEM DIPTERA

Figura 1 culex

Figura 2 Aedes Aegyptie
MOSQUITOS – ORDEM DIPTERA Introdução Os mosquitos são insetos que apresentam o corpo dividido em cabeça, tórax e abdômen. Inseridos na cabeça possuem um par de antenas olfativas, um par de olhos compostos, um par de palpos sensoriais e uma tromba sugadora, a proboscídea. Os machos se distinguem das fêmeas por apresentarem antenas bem mais plumosas. As fêmeas são hematófagas necessitando de sangue para que ocorra o amadurecimento dos ovos. Os machos se alimentam de sucos vegetais. Após a alimentação, as fêmeas permanecem no interior das casas ou abrigos animais, para realização do repasto sanguíneo. A maioria é ativa durante a noite, sendo atraídos pela luz, na busca de alimento. As fêmeas colocam seus ovos em locais com água parada em depressões úmidas ou nas paredes de recipientes, próximos à linha d’água. Os locais de postura recebem o nome genérico de criadouros. Durante seu ciclo de desenvolvimento, os mosquitos passam por quatro etapas: ovo, larva, pupa (fases aquáticas) e adulto (fase aérea). Gêneros • Gênero Culex Os mosquitos deste gênero apresentam-se em uma grande variedade de tipos de criadouros, de um modo geral permanentes e de água rica em matérias orgânicas. Neste gênero encontramos o mosquito que mais se adaptou ao ambiente criado pelo homem e o de maior índice de proliferação no Estado do Rio de Janeiro, a espécie Culex pipiens fatigans. No entanto, destacaríamos também a espécie Culex quinquefasciatus como uma espécie que prolifera com uma população talvez idêntica a do pipiens, pelo menos em algumas áreas do Rio de Janeiro. A primeira postura do Culex pode alcançar até 400 ovos, as posturas subseqüentes uma média de 150 ovos. Os ovos são postos um ao lado do outro, formando conjuntos que recebem o nome de jangadas, que flutuam na água. Após a oviposição, os ovos eclodem originando-se as larvas, no tempo de 24 a 36 horas, sendo que até a eclosão a pupa leva em média 8 a 12 dias. Seu período de atividade é noturno. • Gênero Aedes Os mosquitos Aedes não fazem a oviposição diretamente na superfície líquida. Os ovos são colocados isoladamente nas margens dos criadouros ou em locais úmidos que possam ser posteriormente alagados. Os ovos necessitam de um período sem contato com a água para que possam eclodir. Este período é denominado diapausa e, devido a este fenômeno, os ovos podem resistir a longos períodos na ausência de água, e dessecação. Os criadouros mais comuns do gênero Aedes caracterizam-se por serem transitórios, isto é, de pequena duração. A regulação entre diapausa e eclosão será determinada pela variação do nível de água, de acordo com os índices pluviométricos, enchentes ou fluxos das mesmas. A espécie Aedes Aegypti se caracteriza principalmente por preferirem por seus ovos em vasos de plantas aquáticas, no interior das residências e plantas que acumulam água, ou em qualquer recipiente que possa receber água eventualmente. Seus ovos podem ficar em lugares secos a espera d’água até 360 dias. Seu período de atividade é diurno, com pico ao amanhecer e no final da tarde. Problemas sanitários O gênero Culex transmite a doença denominada Filariose (elefantíase) e dentro do gênero Aedes, a espécie Aedes Aegypti é transmissora da febre amarela urbana, mais conhecida como dengue. Controle O controle integrado é feito atacando-se tanto os criadouros, onde o mosquito aparece na sua fase aquática, quanto as áreas externas e internas onde eles aparecem já adultos, na fase aérea. O larvicida biológico e os produtos químicos serão utilizados de acordo com a metodologia específica para cada grupo, segundo normas técnicas da OMS (Organização Mundial da Saúde) e observando as recomendações sugeridas pelo fabricante. Criadouros: Para um efetivo êxito no tratamento de mosquitos, será efetuado um levantamento (inspeção) para a localização de criadouros em potencial, quando será usado sempre um larvicida biológico, que não faz mal aos seres humanos, peixes, aves, animais, árvores e outros organismos não alvo. As aplicações para o controle de mosquitos devem ser realizadas com equipamentos convencionais, jogando-se a calda diretamente sobre a superfície da água. Não é necessária a avaliação do volume líquido do criadouro. As doses já são estabelecidas para a área a ser tratada. Áreas externas e internas: O melhor tratamento é feito através do equipamento Ultra Baixo Volume - UBV-T. Este tratamento é muito eficaz contra grandes infestações de insetos alados, pois consegue reduzir as populações rapidamente. Nas áreas externas, o tratamento é feito em um veículo tipo caminhonete, que trafega com o equipamento em funcionamento à baixa velocidade.Trata-se de uma revolucionaria técnica de tratamento espacial para aplicação de inseticidas. As características mais marcantes do tratamento feito através do equipamento Ultra Baixo Volume é que o diluente é água pura, ao invés de óleos minerais ou vegetais. Estes equipamentos são capazes de produzir névoas finas e com aspecto de gotas bastante uniformes. Apesar de menos intensa, a névoa produzida a partir da formulação emulsionada é visível e tão eficiente quanto àquela produzida com óleo diesel. A água é o melhor diluente imaginável: 100% atóxico, inodoro e não irritante. Não há resíduos, indesejáveis nos locais tratados (não engordura janelas envidraçadas ou vidros de carros que se encontrem em garagens). Além disso, as pessoas, na passagem do veiculo, tendem a não fecharem portas e janelas, permitindo assim, que o controle se estenda ao interior das residências sem causar nenhum mal ao ser humano. Esse método pode ser utilizado em interiores e exteriores, inclusive para o controle do mosquito Aedes Aegypti.













